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PANDEMIA

Secretário de Saúde diz que dados como os apresentados pelos MPs levam "pânico"


Por Camila Ribeiro e Cintia Borges | Mídia N

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Foto: Christiano Antonucci/Secom

O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo criticou as projeções apresentadas pelos Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho ao pedirem a suspensão do decreto baixado pelo governador Mauro Mendes (DEM), no qual o Executivo aliviou as restrições impostas ao comércio.


No pedido, os membros dos Ministérios Públicos apresentaram estudos e justificativas técnicas que apontam para o risco de ocorrência de mais de oito mil mortes no Estado caso não sejam adotadas medidas estritas de isolamento e combate ao novo coronavírus.


“Não vamos nos pautar por diversos fakes e projeções que são divulgadas a todo momento”, disse o secretário, em transmissão nas redes sociais, no final da tarde desta quinta-feira (26).


“Tem muita informação, muito cientista que começou ontem a fazer estudo, muitas previsões estratosféricas como se iríamos ter aqui [em Mato Grosso] um número de óbitos maior que a própria Itália”, emendou o secretário.


Na transmissão, ele garantiu que o número de óbitos no Estado ficará muito distante deste cenário.


Segundo ele, dados como os divulgados pelos Ministérios Públicos além de não ajudar nas ações que vêm sendo adotadas pelo Governo, ainda levam “pânico” à sociedade.


“O número de óbitos será muito inferior a isso. Mais ou menos metade da população será infectada, porque é da natureza do vírus. Mas vai ter casos leves e até por isso não precisamos paralisia total [das atividades]”, disse.


“Temos que adotar uma estratégia, focar nela e assumir o risco pela tomada de decisão. Não podemos colocar em prática 200 estratégias. Vamos apostar em uma e colocar ela em ação”, afirmou Figueiredo.


Sem dar detalhes, o secretário disse que a saúde em Mato Grosso trabalha com dados e projeções do Ministério da Saúde.


Os dados, segundo ele, de fato mostram uma situação preocupante, mas que pedem medidas de confinamento tomadas paulatinamente, sem qualquer necessidade – ao menos por ora - de paralisação de 100% do Estado.


“Estamos agindo conforme orientação do Ministério da Saúde. Se parar tudo agora e mandar todo mundo pra casa, quero ver como vai ser daqui um mês quando servidor não receber salário, quando trabalhadores da iniciativa privada não receberem salário. Será o caos estabelecido”, alertou.


“Precisamos dosar as medidas no prazo e hora correta. Se for necessário quarentena total, faremos. Mas ainda não é necessário”, concluiu.


Projeção

A projeção utilizada pelos MPs é feita por uma ferramenta chamada Impacto Potencial da Covid-19 na Mortalidade Humana (PICHM, em inglês) para estimar o número de mortes esperadas por Covid-19, com base em taxas de infecção e letalidade de casos.


Na projeção do PICHM, caso Mato Grosso siga o ritmo de infecção e mortes da China - superada por países como a Itália e Espanha - Mato Grosso chegaria às 8 mil mortes.


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